Plataforma Saúde em Diálogo alerta para falta de estratégia na saúde

A Plataforma Saúde em Diálogo reuniu no dia 23 de Junho, em Lisboa, com representantes de partidos políticos, a quem desafiou para a criação de uma estratégia de longo prazo para a Saúde.

Com a presença das deputados Carla Cruz, do PCP, Carla Rodrigues do PSD, Teresa Caeiro do CDS e de Álvaro Beleza da Comissão Política do PS, coube a Maria do Rosário Zincke, Presidente da Plataforma, exprimir a preocupação das entidades que dão voz aos doentes para a contínua degradação que actualmente se assiste no Serviço Nacional de Saúde.

Para a Plataforma, a estratégia para a Saúde deve apostar na literacia, na prevenção e na promoção da saúde, com enfoque especial nas doenças crónicas. Actualmente estas representam a maior percentagem dos encargos com a doença na Europa, sendo responsáveis por 86% de todas as mortes.

 

Carla Cruz, do PCP, mostra-se a favor da criação de um Estatuto do Doente Crónico, defende a alocação de mais recursos financeiros e humanos à Saúde e propõe a eliminação das taxas moderadores.

 

Já a deputada do CDS, Teresa Caeiro, realça os bons indicadores de satisfação dos utentes relativamente ao Serviço Nacional de Saúde. Tal como a deputada do PSD, Carla Rodrigues, que considera que mais importante que o Estatuto do Doente Crónico é a criação de medidas concretas de apoio aos doentes. Ambas são igualmente prudentes quanto ao Estatuto do Cuidador Informal: o tema merece reflexão.

 

Para Álvaro Beleza, da Comissão Política do PS, a estratégia de futuro passa por: “apostar no que é público”, “gerir melhor o que é público”, melhorar a acessibilidade e promover a gestão integrada (hospitais, rede de cuidados primários e continuados), descentralizar e atribuir maior poder e responsabilidade aos utentes e às associações.

 

Da reunião ficaram claras algumas linhas de consenso no que toca à importância do doente, à necessidade de respostas eficazes para o reconhecimento do papel do cuidador, a uma maior aposta na prevenção da doença e ao envolvimento activo e efectivo do cidadão e das associações na criação, na implementação e na monitorização das políticas de saúde.